APOPA alerta para risco dos novos regulamentos da FPA

Atletismo
12 fevereiro 2026 2 min
A Associação Portuguesa de Organizadores de Provas de Atletismo continua a opor-se às taxas implementadas pela Federação Portuguesa de Atletismo nas provas de estrada em Portugal e emitiu novo comunicado.

A APOPA (Associação Portuguesa de Organizadores de Provas de Atletismo), que representa as entidades responsáveis pela dinamização do atletismo de estrada em Portugal, zelando pelos direitos dos organizadores e pela excelência dos eventos desportivos, emitiu um novo comunicado, onde manifesta "a sua profunda preocupação e oposição aos novos regulamentos de taxas e homologações recentemente implementados pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). Em causa está a sustentabilidade dos eventos desportivos e a acessibilidade da prática da corrida para o cidadão comum.

Pode ler-se:

"As novas diretrizes introduzem encargos financeiros significativos, com particular incidência sobre os atletas informais — aqueles que correm por lazer e saúde, sem estarem federados. Para a APOPA, taxar a participação destes atletas é criar um "imposto sobre a saúde pública" que afasta os portugueses do desporto.

Os Pontos Críticos da Contestação:

1. Penalização do Atleta Informal: A nova estrutura de taxas administrativas sobre participantes não
federados sobrecarrega os orçamentos das provas e, consequentemente, o bolso dos corredores.

2. Custos de Homologação Exorbitantes: As novas exigências para a certificação de percursos tornaram-se incomportáveis para muitos organizadores e clubes locais, ameaçando a continuidade de provas históricas no calendário nacional.

3. Falta de Diálogo: As medidas foram tomadas de forma unilateral, sem considerar a realidade logística e financeira de quem organiza eventos no terreno.

«O atletismo de estrada em Portugal cresceu graças à paixão dos organizadores e à adesão massiva dos corredores de lazer. Transformar este ecossistema num modelo puramente arrecadatório é um erro estratégico que irá prejudicar o desporto nacional a longo prazo», afirma a Direção da APOPA.

A APOPA reafirma o seu compromisso com a qualidade e segurança das provas, mas exige que as taxas sejam proporcionais e que o foco da Federação regresse à promoção da modalidade e não à criação de barreiras burocráticas.

A Associação encontra-se a avaliar medidas adicionais e mantém-se disponível para um diálogo construtivo que proteja organizadores, clubes e, acima de tudo, os atletas.

Foto: Arquivo