Atletas que deram o exemplo no pós-carreira distinguidas

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9 março 2022 6 min
O Comité Olímpico de Portugal (COP) celebrou no Dia Internacional da Mulher as atletas olímpicas que, após a sua carreira desportiva ao mais alto nível, enveredaram pelo empreendedorismo.

O Comité Olímpico de Portugal (COP) celebrou no Dia Internacional da Mulher as atletas olímpicas que, após a sua carreira desportiva ao mais alto nível, enveredaram pelo empreendedorismo e deram corpo a capacidades, porventura adquiridas durante o percurso desportivo, para construir projetos próprios.

Foram 14 as atletas participantes em Jogos Olímpicos, de Los Angeles 1984 ao Rio 2016, que no auditório do COP, em Lisboa, receberam o tributo de quem lhes reconhece serem um exemplo inspirador de transformação da experiência e da motivação colhidas no desporto em projetos profissionais bem sucedidos numa nova fase das suas vidas:

Ana Dias

Atleta olímpica na prova de 5000 metros em Atlanta 1996, nos 10 mil metros em Sydney 2000 e da maratona em Atenas 2004 e Pequim 2008, fundou em março de 2015 uma loja de material de corrida para treino e competição, com as melhores marcas acessíveis a corredores de todos os níveis.

Ana Hormigo

Atleta olímpica na prova de Judo em Pequim 2008, formou em 2007 vários clubes no distrito de Castelo Branco e em 2012 oficializou um projeto próprio com a criação de uma associação sem fins lucrativos na área do desporto. A sua Escola de Judo tem apresentando resultados a nível nacional, com judocas integrados na Seleção Nacional e tem também no historial o apoio a crianças e jovens em risco de exclusão.

Catarina Fagundes

Atleta olímpica em Atlanta 1996 na prova de prancha à Vela, desenvolve no Funchal, desde 2004, atividades de observação de aves terrestres, à qual se juntou, em 2010, a observação de aves marinhas. Ganhou o prémio "João Borges 2010", atribuído pela Câmara Municipal do Funchal, pelo contributo para a inovação e qualidade das atividades marítimo-turísticas na Madeira.

Diana Gomes

Atleta olímpica em Atenas 2004 e Pequim 2008, participando nas provas de 100 e 200 metros bruços, gere atualmente dois negócios, um espaço de restauração com conceito de proximidade, que existe desde 2014, e um atelier de arquitetura e design que desde 2017 presta serviços de arquitetura, interiores e consultoria.

Dulce Félix

Atleta olímpica nas provas da maratona em Londres 2012 e Rio 2016, abriu recentemente a sua loja especializada em vestuário infantil, concretizando um desejo antigo.

Fernanda Ribeiro

Atleta olímpica nos 3000 metros em Seul 1988 e Barcelona 1992, competiu depois na prova dos 10 mil metros em Atlanta 1996 (campeã olímpica), Sydney 2000 (medalha de bronze) e Atenas 2004. Fundou uma academia de Atletismo que acompanha os atletas desde a iniciação ao alto rendimento e ainda nas vertentes de lazer, saúde e bem-estar. Promove e dinamiza vários eventos competitivos da modalidade e ainda formação para técnicos e professores de Educação Física.

Filipa Cavalleri

Atleta olímpica nas provas de Judo em Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000, criou uma academia de ensino da modalidade que procura o desenvolvimento físico, motor, sensorial, mental e social, visando o equilíbrio e a harmonia, ao mesmo tempo que oferece soluções para os que procuram o alto rendimento desportivo.

Helena Rodrigues

Atleta olímpica de Canoagem em Pequim 2008 e Londres 2012, detém um espaço de terapia manual, para correção de problemas biomecânicos e posturais, oferecendo uma abordagem integrada da saúde humana e combinando os conhecimentos base das ciências médicas e da saúde com os das terapias complementares, como a fisioterapia e a osteopatia.

Mafalda Queiroz Pereira

Atleta olímpica nos Jogos Olímpicos de inverno Nagano 1998, participou na prova de esqui estilo livre. Tem estado envolvida no desenvolvimento de projetos no sector imobiliário, integrando também, a partir de 2018, o conselho de administração da Semapa e da Sonagi.

Margarida Carmo Manz

Atleta olímpica em Los Angeles 1984, em Ginástica rítmica, está atualmente à frente de um grupo que começou por ser de fitness e se expandiu depois para outras áreas de bem- estar e entretenimento, e tem atualmente uma oferta integrada de produtos e serviços que englobam também formação, eventos e até vinhos.

Mariana Lobato

Atleta olímpica de Vela em Londres 2012, fundou em 2019 uma empresa de serviços técnicos, logísticos e de consultoria a empresas e entidades que operam no ramo marítimo. Faz ainda desenho, produção, comercialização e revenda de peças personalizadas, organização de eventos e comercialização de barcos e outro material náutico.

Marisa Barros

Atleta olímpica na prova da maratona em Pequim 2008 e Londres 2012, abriu em 2019 um gabinete de terapias manuais que disponibiliza serviços de tratamento e de massagem.

Rita Borralho

Atleta olímpica em Los Angeles 1984, também na maratona, gere atualmente uma empresa de consultoria desportiva, que oferece também treino personalizado.

Rita Gonçalves

Atleta olímpica em Londres 2012, na modalidade de Vela, fundou em 2016 uma empresa de representação de material e equipamento náutico que inclui barcos, roupa e outros materiais. Desenvolve ainda estágios, enquadramento técnico e organização de eventos.

Na abertura da sessão, Carla Ribeiro, vogal da Comissão Executiva do COP, sublinhou que a celebração do Dia Internacional da Mulher visa dar "visibilidade à necessidade da paridade de géneros e empoderamento das mulheres" e citou Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional: "A igualdade de género não é uma preocupação das mulheres, é uma preocupação da sociedade."

Elisabete Jacinto, presidente da Comissão Mulheres e Desporto do COP, lembrou que a homenagem feita pelo COP às atletas olímpicas se trata de um "gesto simbólico" que "realça o valor do desporto na formação individual". E atribuiu às homenageadas a imagem de "modelos inspiradores", que provam "que o desporto não é uma atividade limitada. O desporto forma para a vida, as homenageadas provam isso."