Recordes, títulos e gestos de fair play marcaram o encerramento da época de inverno no Fórum Braga, onde os Campeonatos de Portugal em Pista Curta e os Nacionais Sub-23 terminaram com quatro novas marcas históricas, vários atletas coroados “a dobrar” e o Benfica e o Sporting em destaque coletivo.

Gustavo Pereira, Mariana Moreira, Natacha Candé e a estafeta feminina do Sporting deixaram as suas marcas com novas fasquias a bater durante os Campeonatos de Portugal em Pista Curta. Nos Campeonatos Nacionais Sub-23, o Benfica venceu na vertente masculina.

O segundo e último dia de provas dos Campeonatos de Portugal e dos Campeonatos Nacionais Sub-23, realizados em Braga, ditou o encerramento da época de inverno. Estas competições despediram-se das pistas cobertas com quatro recordes, um dos quais colocou o nome de Portugal em destaque no âmbito do Projeto Surdolímpico.

Campeões… a dobrar

No total, foram seis os atletas Sub-23 que se sagraram campeões de Portugal e campeões nacionais Sub-23 no segundo dia de provas.

No setor masculino, os jovens atletas com dupla conquista foram Sisínio Ambriz, do Benfica, nos 60 metros barreiras, com o tempo de 7,89s; Eduardo Carrolo, do GD Estreito, que saltou 2,06m em altura, superando toda a concorrência e Bernardo Cunha, também do Benfica, que somou 5319 pontos ao longo das provas do heptatlo.

Nas categorias femininas, as “bicampeãs” foram: Melissa Santos, do Sporting, nos 60 metros barreiras, com a marca de 8,25s; Mariana Moreira, da UD Várzea, que venceu os 800 metros e estabeleceu um novo recorde nacional Sub-20 e recorde dos Campeonatos Sub-23 (2:06,42); e Natacha Candé, da Juventude Ilha Verde, que também fixou novos recordes nacionais Sub-20 e Sub-23, além do recorde dos Campeonatos Sub-23, no pentatlo, com 4372 pontos.

Masculinos em força

No setor masculino, o Benfica venceu os Campeonatos Nacionais Sub-23 pela sétima vez, somando 147 pontos. Já os títulos individuais de campeão de Portugal, neste segundo dia, foram distribuídos por cinco clubes: Sporting, Benfica, SC Braga, Juventude Vidigalense e GD Estreito.

No lançamento do peso, Tomás Rodrigues, da Juventude Vidigalense, sagrou-se campeão de Portugal pela primeira vez, com a marca de 15,92 m. Nos 200 metros, o outro representante único do dia do SC Braga a conquistar o título nacional foi Paulo Pereira, com 21,67s.

O Benfica venceu três provas. Além dos 60 metros barreiras e do heptatlo, os encarnados também triunfaram na estafeta 4x400m. O quarteto, composto por Tiago Pereira, Denis Hrabar, André Franco e Pedro Afonso, completou a corrida em 3:17,81.

À semelhança do eterno rival, o Sporting também viu três atletas sagrarem-se campeões de Portugal: Rinelmo Sami, no triplo salto (15,21m); David Garcia, nos 800 metros (1:48,88); e Rúben Amaral, nos 3000 metros (8:07,36).

Destaque ainda para o recorde nacional de surdos, alcançado por Gustavo Pereira, atual campeão do mundo sub-18 de salto em altura. O jovem atleta saltou 1,89 m, marca que lhe garante acesso ao Projeto Surdolímpico, tendo em vista os Jogos de 2029, que se realizarão na Grécia.

Três recordes femininos para fechar a época

A competição feminina em Sub-23 terminou com o Sporting a sagrar-se campeão nacional, com 156 pontos. Nos Campeonatos de Portugal, as leoas conquistaram duas provas: os 60 metros barreiras, por intermédio de Melissa Sereno, e a estafeta 4×400 metros, com Margarida Oliveira, Inês Alves, Diana Indeque e Clara Martinha (3:47,11), estabelecendo um novo recorde nacional Sub-23 e recorde dos Campeonatos Sub-23.

As restantes seis provas foram vencidas por atletas de seis clubes diferentes. Além das já mencionadas Natacha Candé, da Juventude Ilha Verde, e Mariana Moreira, da União Desportiva da Várzea, também Catarina Lourenço, da Fundação Salesianos, triunfou nos 200 metros, com a marca de 24,52s. No salto com vara, Cátia Pereira, do Atlético da Póvoa, superou os 3,76m para conquistar o ouro. Já nos 3000 metros, Mariana Machado, estrela do SC de Braga, venceu com o tempo de 9:11,31.

Por fim, Lucinda Gomes sagrou-se campeã de Portugal pela segunda vez, oito anos depois do primeiro título. Agora como atleta do Grupo Desportivo do Estreito, alcançou a marca de 12,83 m.

Dois cartões brancos

Entre vários momentos de fair play e desportivismo no Fórum Braga, houve dois episódios que se destacaram, em particular nas provas masculinas.

Primeiro, durante a prova de lançamento do peso, o atleta João Ferreira, do Maia Atlético Clube, pediu a revisão da medição da sua marca, por ter reparado que os juízes a tinham efetuado de forma incorreta. Após a verificação, confirmou-se o erro, o que resultou na redução da distância do seu lançamento.

Depois, Rinelmo Sami, atleta do triplo salto do Sporting Clube de Portugal, solicitou, já depois da prova começar, que a tábua de chamada ficasse sempre colocada nos 11 metros, uma vez que era o único atleta em competição a ter solicitado a tábua dos 13 metros. A decisão teve como objetivo tornar a prova mais fluida e acessível para todos, evitando a necessidade de alterar constantemente a tábua antes da sua tentativa.

Pode consultar todos os resultados na plataforma FPA Competições.

Fonte e foto: FPA