Um dos maiores nomes da história do atletismo português e detentor durante cinco anos do recorde mundial dos 10.000 metros, morreu na passada terça-feira aos 74 anos.
O atletismo português está de luto por uma das suas figuras mais emblemáticas: Fernando Mamede, um ídolo eterno deixou-nos na passada terça-feira, aos 74 anos.
Natural de Beja — onde nasceu a 11 de novembro de 1951 —, Mamede foi recordista mundial dos 10 000 metros, expoente máximo do desporto nacional e internacional, e inspiração para gerações de atletas e adeptos. A sua carreira ficou marcada por grandes conquistas.
Além do recorde mundial dos 10.000 metros, que manteve entre 1984 e 1989, Mamede, marcou presença em três Jogos Olímpicos (Munique1972, Montreal1976 e Los Angeles1984).
Sempre ao serviço do Sporting, clube em que ingressou em 1968 através do também lendário professor Mário Moniz Pereira, Mamede bateu 27 recordes nacionais, três europeus e um mundial, o dos 10.000 metros, que perdeu em 1989 para o mexicano Arturo Barrios.
A marca do atleta alentejano de 27.13,81 minutos foi alcançada em 2 de julho de 1984, em Estocolmo, e durou até Barrios fixar o máximo em 27.08,23 cinco anos depois, em Berlim.
Mesmo assim, passados mais de 40 anos, Mamede continua a ser o último atleta europeu detentor do recorde mundial dos 10.000 metros.
Especialista em provas de fundo, Mamede conquistou ainda uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de corta-mato de 1981, em Madrid.
De acordo com a comunicação social portuguesa, que cita fontes da Federação Portuguesa de Atletismo, Fernando Mamade terá morrido devido a complicações cardíacas.
