A vitória na 41.ª edição foi decidida ao sprint e após foto-finish entre os etíopes Tola Shura Kitata e Abderehman Asrar Hiyrden, que cortaram a meta em 2:03:59 e cujas posições finais tiveram de ser determinadas pelos juízes depois de ambos terem colapsado sobre o tapete da meta após o esforço.

A Maratona de Sevilha voltou a destacar-se, no passado domingo (15 de fevereiro), como uma das mais rápidas do mundo, confirmando o seu estatuto de percurso mais plano da Europa (apenas 38 curvas e 10 metros de desnível positivo). A 41.ª edição ficou marcada por um final emocionante: os etíopes Tola Shura Kitata e Abderehman Asrar Hiyrden cortaram a meta lado a lado em 2:03:59, sendo a vitória atribuída a Kitata após o photo-finish. A marca é a melhor do ano a nível mundial e a terceira mais rápida da história da prova, ficando a 32 segundos do recorde estabelecido em 2024 por Deresa Geleta.

O pódio masculino ficou completo com outro etíope, Bikila Dejene Hailu (2:04:15). No conjunto, 23 atletas correram abaixo das 2h10. O melhor português foi André Luna Costa (Casa do Benfica de Reguengos de Monsaraz), que cortou a meta em 2:23:58).

Na prova feminina, a finlandesa Alisa Vainio triunfou com 2:20:39, novo recorde nacional, superando a concorrência africana nos quilómetros finais. O pódio ficou completo com a queniana Beatrice Jepchichir (2:21:56) e a etíope Mulat Tekle (2:22:03). A melhor portuguesa foi Sara Duarte (CD S. Salvador do Campo), que obteve o 20.º lugar em 2:36:51.

Na categoria de cadeira de rodas, Rafael Botello venceu a prova masculina (1:56:04) e Carmen Giménez repetiu o triunfo feminino (2:17:18).

A edição de 2025 bateu ainda recordes de participação, com 17.000 inscritos, mais de metade internacionais, confirmando o crescimento e a dimensão global da maratona andaluza.