André Luna Costa, atleta amador da Casa do Benfica de Reguengos de Monsaraz, terminou a prova em 2:27:04.

"Está inscrito na EDP Maratona de Lisboa!": Foi esta a mensagem que recebi no dia 7 de Janeiro quando me inscrevi na prova.

E vou começar por relembrar as palavras que disse à comunicação social após terminar a prova: “Já tinha feito segundos e terceiros lugares em anos anteriores e, no ano passado, fiz 03:04 numa prova diferente e no início do ano. Esta foi a primeira vez que cheguei em primeiro. Gosto desta prova, é na nossa capital, emblemática e junto ao mar, que é o que mais gosto. Sou um atleta amador, militar de profissão."

Fiquei, de facto, surpreendido com a minha classificação deste último sábado, 25 de outubro, pois não ia à procura de ser o primeiro, mas sim de fazer o melhor tempo possível. Com esta prova fecho 1 ano de treino de preparação e consolidação depois de em 2024, infelizmente ter ficado longe do que queria como resultado final.

Sendo Português e depois de saber que tinha sido o 1.º da Nacionalidade Portuguesa a cruzar o Pórtico de chegada foi um momento de orgulho, e com o melhor registo na maratona: 2:27:04.

O percurso foi alterado (começamos em Carcavelos) e, na minha opinião está muito melhor. É mais central a nível de deslocação e de acessos através de transportes públicos e pedonais. A zona evolvente de arena para organização, recolha bagagem e asseios também conta com um espaço maior.

O dia da prova

Acordei às 5h25 e tomei o meu pequeno-almoço: duas torradas com mel, uma banana e 500 ml de água. Às 6h10 encontrei-me com o meu grande amigo Nuno Alves, que já me acompanha em algumas maratonas e outras provas de estrada, e desta vez já pela quinta vez consecutiva de Pacer das Sub-3h. Saímos de Almada para Lisboa, chegámos a Carcavelos às 7h20 e ainda deu tempo suficiente para aquecer 10 minutos, nas calmas.

A faltarem 10 minutos para a prova começar (às 8h), dei entrada na prova pelo corredor  "wave 1/ gate A” e foi o suficiente para partir na frente do bloco que entrei.

Teve um dia com elevada humidade, o que leva a uma maior desidratação, sem que os atletas se apercebam. Pelo clima húmido e a transpiração com efeito de calor idêntico a correr fechado numa estufa, o corpo tem um desgaste maior, o que leva a uma hidratação necessária ao longo de todos os abastecimentos. Como nasci na ilha do Faial e fui criado nesse ambiente para mim é um clima mais simpático para conseguir um desempenho mais eficiente e eficaz, foi um fator-chave a meu favor.

Uma das coisas que também mudei na minha performance, foi o facto deste ano ter adquirido umas novas sapatilhas, diferentes das que tenho usado nos últimos anos: Fiz a minha estreia com a NIKE Alfafly3, que foi um êxito a nível de conforto, estabilidade e rendimento físico.

Ao longo do percurso, notei que houve uma adesão superior das pessoas relativamente aos anos anteriores a incentivar quem vai a correr mesmo com a chuva que caiu em alguns momentos da prova, e acredito que a prova Rainha do Atletismo pode crescer muito mais na nossa Capital. Venha 2026!

Foto: Maratona Clube de Portugal

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André Luna Costa